Homem, vazio, papel.

Decora livros e frases de Tom
Não fala, não chora, mas finge entender
Hei! Homem vazio de papel
É triste mas não sabe bem o porquê.

Prefere o silêncio a fome
Vai sobrevivendo de ilusões
Feito poema de José de Alencar,
Tinta de Picasso e paisagem de Oscar.


Hei! Homem vazio de papel
.

Não vive em romances
Mas busca colo em amor de Pierrot e paixão de Arlequim.
Homem vazio de papel,
Fingindo notas orquestrais
Vivendo em dramas
A morrer em sonhos.

Caminho em Branco.

Atravesso o universo reverso inverso
de minha imaginação,
a mesa de vidro inspira os sentidos
acelera e motiva a ação.

Traço o caminho em branco
e trilho a reta da inspiração,
você me transforma me molda e retorna
de tempos em tempos e então.

Passo as noites em claro
fingindo ser fácil viver de ilusão,
fazendo de mim um retrato sem cor e sem traço
na escuridão.

Texto - Fabrica.



















Fabrica.

Sento ao relento, me lembro distante do mundo que segue vazio
diante do tempo que tenho,
sigo imaginando na mente que voa um propósito, uma vontade de viver.
trilhar caminhos, obter metas, conquistar amores.
Quem sabe, se a verdade nua não seja maldade.
Quem sabe não seja a ignorância
De se ter pouco e obter muito.
Homens em conflito, descobrindo o bem e o mal.
Homens em guerra, matando irmãos, morrendo em si.
Sou plástico, vagabundo, papel esquecido na fabrica.


Se perder em sonhos, como sempre digo em tom forte
não se vai mais do que se tem.
Se ainda, persistente insistir por um momento
nem que seja pura mentira, se ganha, alem do frio na barriga
uma faca de serra nas costas.

Ser no mundo...
Marionete insuportável inventando loucuras.
Robótico, suspeito, fraco.
Vou seguir a moda,
tendência humana de cair em prantos
e cortar os pulsos,
sendo ridículo
e ainda sim tendo apoio
sem ser repreendido ou esquisito.

Destino - Parte III

Todos mentem, todos fogem.

Quantas cores foram vistas nas estrelas aquela noite.
O medo chega a viciar. É como escolher a solidão e assistir de camarote nosso próprio fim.
Talvez ele queira ser alguém mais importante, ou, quem sabe ser mais interessante. Naquela confusão eu chutaria menos frustrado e decidido.
Expressar seria impossível, como sempre é. Qual mente sentiria o que ele sentia naquele momento? Como alguém diria o que era preciso dizer?
Fugir é inevitável. Fingir é conseqüência.
Todos mentem, todos fogem.

“ Meu deus, como são lindos”.
Um toque de silencio.

Voltou a si e se viu parado em frente à garota, assustada, claro. Parecia um demente sem reação.
- Desculpe moça, pensei que fosse outra pessoa. Mil desculpas.
A garota de olhos cor do céu acenou com a cabeça soltando um sorriso sem graça, parecia ter aceito as desculpas sem problemas. Matheus se virou e saio dali rapidamente tentando não esquecer a imagem daqueles olhos.
Andando sozinho pelo salão encontrou alguns colegas distantes, aqueles colegas que há anos não via e que nunca manterá contato. Lucas estava ali, aparentemente se enturmado com os colegas do passado, e esse, logo que viu Matheus gritou-o e acenou.
Andou até o grupo e cumprimentou a todos com um aperto de mão firme.
- E ai galera, qual é a boa? - Perguntou o garoto que acabou de se juntar ao grupo.
- A boa é essa aqui. – Um dos rapazes tirou do bolso um cigarro, aparentava ser, mas era um pouco mais fino e longo, a ponta estava enrolada e não existia filtro.
- Isso é maconha?!
- Que isso Matheus, você nunca deu uma bolinha? Ta a fim de experimentar?
- Cara, estou tranqüilo. Nem curto esse bagulho.
- Vamos ai Matheus, eu também nunca experimentei. – Afirmou sorridente Lucas, aparentando estar empolgado com a idéia de ficar mais doido do que já estava.
Nesse momento passou em sua cabeça a imagem do beijo que havia dado em Mariana, pensou em Rebeca e em como as coisas ficariam no dia seguinte. Lembrou em um segundo tudo o que estava acontecendo em sua vida.
“O caso não é só paixão, amor, dinheiro. Festas? Não sei onde quero chegar. Crise existencial Filha da puta!”

Todos buscam um refugio. Seja no trabalho, seja no amor. Se desviarmos nossos olhares por um instante perdemos a trilha em que caminhavamos. E não mais que de repente estamos perdidos.

Peripécia de um compulsivo!

Minha foto
" Pierrot apaixonado " . Sou amigo do amigo, irmão do irmão... O que diz e fala. Esboço forte da vida sonolenta. Artista e pintor... Andarilho e amante. ... Talvez, cruzamos os olhares nas mesmas estrelas.