Texto - Fabrica.



















Fabrica.

Sento ao relento, me lembro distante do mundo que segue vazio
diante do tempo que tenho,
sigo imaginando na mente que voa um propósito, uma vontade de viver.
trilhar caminhos, obter metas, conquistar amores.
Quem sabe, se a verdade nua não seja maldade.
Quem sabe não seja a ignorância
De se ter pouco e obter muito.
Homens em conflito, descobrindo o bem e o mal.
Homens em guerra, matando irmãos, morrendo em si.
Sou plástico, vagabundo, papel esquecido na fabrica.


Se perder em sonhos, como sempre digo em tom forte
não se vai mais do que se tem.
Se ainda, persistente insistir por um momento
nem que seja pura mentira, se ganha, alem do frio na barriga
uma faca de serra nas costas.

Ser no mundo...
Marionete insuportável inventando loucuras.
Robótico, suspeito, fraco.
Vou seguir a moda,
tendência humana de cair em prantos
e cortar os pulsos,
sendo ridículo
e ainda sim tendo apoio
sem ser repreendido ou esquisito.

Destino - Parte III

Todos mentem, todos fogem.

Quantas cores foram vistas nas estrelas aquela noite.
O medo chega a viciar. É como escolher a solidão e assistir de camarote nosso próprio fim.
Talvez ele queira ser alguém mais importante, ou, quem sabe ser mais interessante. Naquela confusão eu chutaria menos frustrado e decidido.
Expressar seria impossível, como sempre é. Qual mente sentiria o que ele sentia naquele momento? Como alguém diria o que era preciso dizer?
Fugir é inevitável. Fingir é conseqüência.
Todos mentem, todos fogem.

“ Meu deus, como são lindos”.
Um toque de silencio.

Voltou a si e se viu parado em frente à garota, assustada, claro. Parecia um demente sem reação.
- Desculpe moça, pensei que fosse outra pessoa. Mil desculpas.
A garota de olhos cor do céu acenou com a cabeça soltando um sorriso sem graça, parecia ter aceito as desculpas sem problemas. Matheus se virou e saio dali rapidamente tentando não esquecer a imagem daqueles olhos.
Andando sozinho pelo salão encontrou alguns colegas distantes, aqueles colegas que há anos não via e que nunca manterá contato. Lucas estava ali, aparentemente se enturmado com os colegas do passado, e esse, logo que viu Matheus gritou-o e acenou.
Andou até o grupo e cumprimentou a todos com um aperto de mão firme.
- E ai galera, qual é a boa? - Perguntou o garoto que acabou de se juntar ao grupo.
- A boa é essa aqui. – Um dos rapazes tirou do bolso um cigarro, aparentava ser, mas era um pouco mais fino e longo, a ponta estava enrolada e não existia filtro.
- Isso é maconha?!
- Que isso Matheus, você nunca deu uma bolinha? Ta a fim de experimentar?
- Cara, estou tranqüilo. Nem curto esse bagulho.
- Vamos ai Matheus, eu também nunca experimentei. – Afirmou sorridente Lucas, aparentando estar empolgado com a idéia de ficar mais doido do que já estava.
Nesse momento passou em sua cabeça a imagem do beijo que havia dado em Mariana, pensou em Rebeca e em como as coisas ficariam no dia seguinte. Lembrou em um segundo tudo o que estava acontecendo em sua vida.
“O caso não é só paixão, amor, dinheiro. Festas? Não sei onde quero chegar. Crise existencial Filha da puta!”

Todos buscam um refugio. Seja no trabalho, seja no amor. Se desviarmos nossos olhares por um instante perdemos a trilha em que caminhavamos. E não mais que de repente estamos perdidos.

Meu tio matou um cara.

Hoje começo a seção Cinema Nacional aqui no blog.
Engraçado, vamos com o filme ‘Meu tio matou um cara’, entrei em uma comunidade do filme no Orkut.
Li um tópico, Merda de filme!!!!!!, Onde um pessoal metia a boca no filme.

“Marcos
Merda de filme!!!!!!
Só valeu pela Débora Secco e pelo Caetano cantando Nei Lisboa.”

“Vinnicios
O filme não é bom, principalmente os diálogos.
O roteiro do filme é uma bosta.
Não sei porque os filmes brasileiros são tão “explicados” com voz de fundo.
Chega a ser irritante.”


Desculpe se vou soar um tanto ranzinza e egoísta, mas, o povo brasileiro é muito ignorante. Claro, ninguém é obrigado a gostar das obras (cinema) nacionais. Longe da minha pessoa querer digamos, evangelizar, a massa. Não gostou do filme? Tudo bem é algo aceitável, sem necessidades de criar um tópico para dizer coisas inúteis e sem aproveitamento algum.
Sabe por que o Brasil continua assim? Porque não é reclamando e falando mal dos problemas que encontramos aqui que iremos mudar as coisas.
Se vocês se lembram ou estudaram sobre o regime militar no Brasil devem entender.
Conseguimos redemocratizar o país, brigando, mostrando com ‘atitudes’ como queríamos que as coisas fossem, claro, algumas atitudes foram radicais ao extremo, porém hoje nós vemos vivendo com as conseqüências de tais atitudes.
Então, entendam que só reclamar não vai mudar a sua vida, a minha vida e muito menos o cinema nacional. HaHaHa!
Dado o recado, vamos continuar com o filme agora.

Digo a principio que não é o melhor filme, porém, é um bom drama narrada pelo jovem Duca, (Darlan Cunha), de 15 anos, viciado em um jogo de estratégia e investigação para ser mais exato. Isso faz com que o garoto tenha uma percepção e senso investigativo aguçada.
Certo dia seu tio, (Lázaro Ramos), chega a sua casa dizendo que matou um cara, um cara, ex-marido de sua atual namorada, (Deborah Secco).
O garoto começa a investigar sozinho alguns acontecimentos sobre o crime e desvenda um segredo de seu tio sobre o ocorrido. Em meio a tudo isso, ele envolve seus dois melhores amigos, Isa, (Sophia Reis), e Kid, (Renan Gioelli).
Se não bastasse toda essa mistura louca de acontecimentos, Duca ainda tenta conquistar Isa que parece estar mais interessada em Kid.
Como eu disse, não é a melhor obra brasileira, mas vale a pena conferir.

  • O elenco
Ailton Graça - Laerte, pai de Duca, irmão de Éder
Darlan Cunha - Duca (o sobrinho)
Deborah Secco - Soraya
Dira Paes - Cléia, mãe de Duca
Lázaro Ramos - Éder
Renan Gioelli - Kid
Sophia Reis – Isa

  • Trilha sonora
Deixei a trilha sonora aqui para download, com link direto, então digo: Não abusem dos downloads para não estourar a minha banda larga. HaHa!

Senha do arquivo: rcoffe

Download <---
  • Trailer
Não achei nenhum trailer do filme, no youtube, õ.O
Então vou deixar uma parte do making of.

Destino - Parte II

Conheço alguns tipos de amores.
Algumas paixões duram algumas semanas, até meses. Outros amores duram dois, três, quatro anos. Outros amores não têm datas para começar e nem para acabar, é tudo muito imprevisível, pode ser que dure apenas dias, podemos arriscar até uma vida... Nunca saberemos onde e quando vai passar. Mas sabemos que esses amores improváveis e imprevisíveis mudam a nossa vida. Não que seja único ou perfeito. Mas será eterno enquanto pudermos vivenciar a dor e a alegria de acordarmos apaixonados por mais um dia.

Assim foi, como se o destino jogasse a trilha a ser percorrida por Matheus, agora me parece ser algo tão obvio. Mas como aquele garoto indeciso e frustrado iria perceber todos aqueles pequenos fatos, pessoas, lugares, objetos, cores.
Foi naqueles olhos, ou talvez, no sorriso embriagado que seu destino mudou.

A menina dos olhos cor de céu.

‘Pense Matheus, pense...’
Ficou calculando a maior parte do tempo, esperando uma abertura, uma oportunidade de ficar a sós com Rebeca. Ao mesmo tempo que queria tanto esse momento, tinha medo, medo de conseguir ficar um tempo sozinho com ela. ‘ O que diria para ela? Dãã... Rebeca, eu te amo. Sempre amei. ‘
Soaria um tanto quanto esquisito e assustador.
Se afogava cada vez mais nos copos de vodka, estava assustado no que poderia acabar fazendo. Apesar de gostar tanto assim da garota, o rapaz não se importava em manter somente aquela amizade maravilhosa. Era incrível estar com ela, e o medo de perder tudo isso não deixava Matheus se aproximar mais.
Não agüentou mais aquela pressão sofrida por si próprio e avisou as meninas que iria dar uma volta para ver se encontrava os amigos.
Já bambeando as pernas, entrelaçando entre as mesas foi em direção a pista onde encontrou Pedro dançando sozinho, já em um estado fora do comum.
- E ai Pedro. Sozinho ai? Cadê a mulherada?
- A mulherada está ai, só não estão comigo. – soltou uma risada alta, apesar de o som estar estupendamente alto.
Os dois permaneceram em silencio ao som da musica, e a imagem de Rebeca não saia por um minuto da cabeça do rapaz.
Tomou uma decisão, partiu sem dizer nada ao novo amigo e foi determinado até onde estavam as garotas. Suas pernas bambeavam enquanto andava, parou de frente com as duas moças e hesitou. Parou, congelado, tremulo.
- O que foi Matheus? – perguntou Mariana colocando a mão sobre o ombro do garoto. A principio permaneceu calado. Foi nesse momento que Matheus fez algo que o fez refletir pelo resto da noite. Puxou a mão que estava repousando sobre seu ombro, agarrou firme na cintura da moça apertando-a contra seu corpo, fechou os olhos e deu-lhe um beijo.
Rebeca se afastou e observou o beijo de longe.
Após alguns minutos, Matheus se afastou, fitou a garota que acabara de beijar e permaneceu sem dizer nenhuma palavra.
- Você viu o que acabou de fazer? – disse Mariana confusa.
- Claro, eu sei o que eu faço. – Disse convicto como se soubesse realmente o que estava acontecendo.
- Você esta bêbado. Vai se arrep... – antes que a menina terminasse de falar o rapaz puxou-a novamente pelos braços e beijou-a novamente, agora com mais vontade.
Depois de permanecerem algum tempo sozinhos no lado de fora, onde havia uma sacada enorme que dava de frente com a piscina, levantaram e foram se juntar com o resto dos amigos.
Nesse momento Matheus refletiu no que fizera, estava apaixonado por Rebeca, no entanto conseguiu mais uma vez ser o idiota da noite. Beijou a melhor amiga da garota que achava amar.
‘Idiota...’ – Pensou sozinho.
Levantou da mesa. – Vou ao banheiro – e seguiu até a porta de saída do salão.
No caminho encontrou Daniel agachado no canto, aparentemente vomitando, ou lutando para que isso não viesse a acontecer.
- Cara, eu sou um retardado. Não que eu esteja realmente arrependido. Foi bom, mas... E agora? Ela nunca vai querer nada comigo.
- ahhnnn – resmungava Daniel, bêbado, quase desmaiado.
Analisando a situação em que havia se metido, Matheus chegou à conclusão que seria melhor procurar Rebeca e dizer tudo o que estava acontecendo. Não apenas sobre o beijo inesperado. Dizer também sobre os seus sentimentos, as suas vontades e paixões secretas. ‘ É você quem eu amo. ‘ – pensava aliviado em dizer isso a ela.
Ficou um bom tempo lá fora e quando voltou à mesa já estava vazia, não havia nem vestígios do pessoal por lá. Foi até a pista de dança, escura, procurar pelos amigos.
De longe viu uma garota de costas – a mesma calça, cor de cabelo e cor de blusa. - achei Rebeca. – foi em direção à moça abraçou-a por traz e disse no seu ouvido – Encontrei – mas estava enganado, aquela não era Rebeca.
A moça se virou assustada e sem entender olhou para o rapaz.
O barulho foi embora, Matheus arregalou os olhos e prendeu a respiração. Cada flash de luz revelava os olhos cor de céu que aquela garota tinha.

“Meu Deus, como é lindo...”

Peripécia de um compulsivo!

Minha foto
" Pierrot apaixonado " . Sou amigo do amigo, irmão do irmão... O que diz e fala. Esboço forte da vida sonolenta. Artista e pintor... Andarilho e amante. ... Talvez, cruzamos os olhares nas mesmas estrelas.